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Rubio e Bessent ficaram no Air Force One quando Trump trocou de avião


Pelo menos dois secretários do governo Trump estavam a bordo do Air Force One que partiu da Turquia no mês passado quando o presidente americano trocou de aeronave discretamente, informou uma autoridade dos EUA.

O secretário de Estado, Marco Rubio, e o secretário do Tesouro, Scott Bessent — que acompanhavam Trump na cúpula da Otan em Ancara —, permaneceram no Boeing 747 de cores azul e branca junto com outros membros da equipe da Casa Branca, militares e profissionais da imprensa; a maioria deles desconhecia o paradeiro de Trump.

Acreditava-se que a aeronave que partiu da Turquia sem o presidente a bordo fosse o alvo de uma ameaça iraniana considerada suficientemente crível para forçar a troca secreta de avião por parte de Trump.

Ainda não está claro quais membros da equipe acompanharam Trump no avião menor que o transportou para uma base militar no Reino Unido.

Trump diz que correu “risco maior”

O presidente americano disse nesta terça-feira (11) que o avião em que viajou após realizar um voo militar secreto partindo da Turquia no mês passado estava exposto a um “risco maior”.

A troca de aeronave envolveu o traslado do presidente americano de um avião para outro em um caminhão de serviço de bordo, devido a preocupações com relatos de uma possível ameaça de assassinato por parte do Irã.

“Na verdade, acho que o avião em que voei corria um risco maior”, disse Trump a repórteres depois que o jornal The Washington Post divulgou a notícia.

“Acho que corria um risco maior porque esse seria, na minha opinião, o avião que eles provavelmente escolheriam como alvo”, acrescentou.

Entenda o voo secreto de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um voo militar secreto da Turquia no mês passado, em uma operação que envolveu sua transferência entre aeronaves em um caminhão de catering, uma manobra extraordinária motivada por uma ameaça de assassinato por parte do Irã, informou o jornal americano The Washington Post.

O plano de segurança foi confirmado pela CNN com autoridades posteriormente.

A Casa Branca afirmou na época que o presidente estava voando a bordo do Air Force One da Turquia, onde havia participado de uma cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), com destino ao Reino Unido.

Mas, momentos depois de embarcar, Trump desembarcou secretamente no caminhão de catering e embarcou em outra aeronave para o voo, informou o veículo na segunda-feira (10), citando fontes não identificadas.

O caminhão de catering, também chamado de caminhão de comissaria, é um veículo de apoio aeroportuário equipado com um baú elevatório. Ele serve para abastecer e recolher refeições, bebidas e suprimentos nas portas dos aviões.

New York Times publicou uma reportagem semelhante, citando autoridades americanas também não identificadas.

Trump havia viajado para Ancara para a cúpula da Otan em um jato recém-reformado, doado pelo Catar, mas anunciou inesperadamente que usaria um Air Force One mais antigo na volta do país, uma decisão que gerou questionamentos sobre a segurança da aeronave mais nova.

A ida para a cúpula foi a primeira viagem internacional do novo avião, cujas rápidas atualizações suscitaram dúvidas sobre seu custo e segurança, e ocorreu em meio à escalada das hostilidades com o Irã, país que faz fronteira com a Turquia.

Antes de partir de Ancara, o presidente americano declarou na rede Truth Social que usaria um antigo Air Force One azul “por nostalgia” até a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido, enquanto o novo avião faria uma escala na mesma base para que os militares americanos ali estacionados pudessem visitar a aeronave.

Após embarcar no antigo Air Force One diante das câmeras em Ancara, Trump foi secretamente transferido por um caminhão de catering do aeroporto para um avião menor, um C-32A da Força Aérea, informou o Post, citando um oficial americano familiarizado com a operação e material corroborativo que analisou.

A Turkish Do&Co, empresa de catering que atende os voos da Turkish Airlines, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.



Fonte: CNN

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