Os preços do diesel estão mais altos ?do que os do combustível de aviação na ?Europa pela primeira vez em mais de um ano, segundo dados da LSEG, à medida que o continente substitui os menores volumes de embarques de combustível de aviação do Oriente Médio por outras fontes de abastecimento, mas enfrenta dificuldades para garantir mais diesel para a indústria e a agricultura.
A Europa conseguiu importar cargas de combustível de ?aviação dos Estados Unidos e ?de outros países, como a Nigéria, à medida que os preços ?dispararam após o início da guerra no Irã, que interrompeu o abastecimento de ?petróleo e combustível.
A oferta global de ?diesel ficou ainda mais restrita quando a Rússia proibiu as ?exportações ?em meio aos ataques ucranianos às suas refinarias.
“Vemos um risco maior de preços ?elevados devido à escassez persistente no diesel do que no petróleo à medida que nos aproximamos do inverno”, afirmaram analistas do Goldman Sachs em uma nota.
Importações de combustível de aviação aumentam á medida que a oferta de diesel diminui
A Europa aumentou as importações de combustível de aviação para 750.000 barris por dia em junho — o maior nível desde outubro de 2025 — ?e manteve um ritmo semelhante em julho, ?em comparação com os 612.000 bpd registrados em janeiro, de acordo com a Kpler.
Em contrapartida, as importações ?europeias de diesel caíram para 1,56 milhão de bpd em julho, ante 1,97 milhão de bpd em janeiro.
Nesse contexto, o preço do diesel ultrapassou o do combustível de aviação nesta semana, segundo dados da LSEG.
Os preços do diesel retomaram sua alta ?nas últimas semanas em meio a um impasse nas negociações de paz com o Irã e a interrupções nas exportações russas, e agora estão apenas ?14% abaixo de seus picos de abril.
Os preços do combustível de aviação, que também subiram nas últimas semanas, estão, por sua vez, 25% abaixo de seus recordes de ?março.
“Um breve período de otimismo cauteloso nos mercados de produtos refinados foi rapidamente superado ?pela retomada das hostilidades no Estreito de Ormuz, pelo colapso no fornecimento de produtos russos e pela proibição das exportações de diesel”, afirmou Karim Fawaz, da S&P Global Energy.
Fonte: Em Sergipe









