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Cury diz que Bolsa Família “perpetua os pobres na pobreza”


O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta terça-feira, 18, que o desenho atual do Bolsa Família desestimula beneficiários a buscar emprego ou abrir um negócio. Durante o encontro com presidenciáveis promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), em Brasília, ele defendeu uma mudança no programa para garantir a manutenção temporária do benefício a quem aumentar a renda.

Segundo Cury, quem conseguir um emprego formal deveria continuar recebendo o Bolsa Família por determinado período. A mesma regra, na avaliação dele, deveria valer para quem abrir uma microempresa.

“Quem assinar a carteira tem que ter a garantia que não vai perder o benefício, pelo menos por um certo tempo”, afirmou.

O candidato estimou que uma mudança no programa poderia levar entre 10 milhões e 15 milhões de pessoas ao mercado de trabalho.

Na avaliação de Cury, o medo de perder o benefício faz com que parte dos beneficiários evite aceitar empregos formais ou aumentar a renda.

“Do jeito que o Bolsa Família está desenhado, ele ama a pobreza, mas não ama os pobres”, disse.

Para o candidato, a entrada de mais trabalhadores no mercado também teria impacto sobre o consumo e a atividade econômica. Ele afirmou que o país precisa criar condições para que as pessoas possam aumentar a renda e melhorar a qualidade de vida.

Empreendedorismo 

Cury defendeu ainda uma política de estímulo ao empreendedorismo. Segundo ele, quem decidir abrir uma microempresa também deveria ter um período de transição antes de deixar de receber o benefício.

O candidato afirmou que o Brasil precisa “educar o brasileiro a ter uma veia empreendedora” e criticou fatores que, segundo ele, reduzem a margem das empresas.

“Os tributos, a logística e uma série de coisas estão asfixiando os preços, estão asfixiando a lucratividade das empresas”, declarou.

Reforma tributária

Durante o encontro, Cury também foi questionado sobre a regulamentação da reforma tributária. Ele afirmou que pretende reunir especialistas e representantes do comércio e dos serviços para avaliar eventuais impactos sobre as empresas.

O candidato disse que poderá fazer ajustes no modelo caso identifique efeitos negativos para pequenos e microempresários.

Mais impostos para bets

Em outro bloco, Cury classificou as apostas online como “um câncer da sociedade brasileira” e defendeu uma regulamentação mais rígida das plataformas.

Ele afirmou que pretende elevar a tributação das bets e restringir parte de sua atuação. Também criticou influenciadores que promovem plataformas de apostas e associou o fenômeno ao endividamento das famílias.

O candidato ainda criticou os juros elevados e afirmou que o custo do crédito dificulta a sobrevivência de empresas e comerciantes.





Fonte: O Antagonista

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