
As ações da Kenvue, fabricante do Tylenol, caíam 7,47% na Bolsa de Nova York (Nyse) nesta segunda-feira (22). Os papéis já caiam mais de 5% já nas negociações pré-mercado após reportagem do Washington Post informar que o governo Donald Trump pretende associar o uso do medicamento por gestantes ao risco de autismo.
Horas mais tarde, o presidente Donald Trump afirmou, de fato, que seu governo está relacionando o paracetamol, princípio ativo do Tylenol, ao autismo e recomendando que mulheres grávidas evitem, na maioria dos casos, o uso do medicamento. Atualmente, não existem dados ou estudos científicos que forneçam evidências suficientes para comprovar essa relação. O paracetamol é considerado seguro pelo FDA e pela Anvisa.
Desde 4 de setembro, quando surgiram as primeiras notícias de que a administração americana avaliava potenciais vínculos entre o paracetamol, princípio ativo do Tylenol, e a condição, os papéis da empresa já acumulam queda superior a 10%.
A Kenvue afirmou em comunicado no domingo (21) que “evidências científicas independentes e sólidas” não sustentam a hipótese de relação entre o uso do analgésico e o autismo. A companhia destacou que mais de uma década de pesquisas, validadas por autoridades médicas e regulatórias, confirmam não haver base científica para essa ligação.
O Washington Post também informou que o governo Trump pretende recomendar que grávidas evitem o uso do Tylenol, exceto em casos de febre, e promover o leucovorina como possível tratamento para o autismo.
Fonte: Em Sergipe









