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“Pagamos como zona nobre, mas vivemos como periferia”: denuncia morador do bairro Aruana, na Zona Sul de Aracaju


Moradores do bairro Aruana, na região da antiga Zona de Expansão de Aracaju, têm relatado dificuldades crescentes relacionadas à mobilidade urbana e à falta de estrutura viária. As queixas se concentram principalmente na avenida Maria Vasconcelos, considerada a principal via de acesso da região.

Segundo os relatos, a via é estreita e não comporta o aumento do fluxo de veículos causado pela instalação de novos condomínios e residenciais. Além disso, a presença de caminhões estacionados para descarregar mercadorias em pequenos comércios tem agravado os congestionamentos, sobretudo nos horários de pico.

“Nos horários de levar as crianças para a escola ou voltar do trabalho, a situação fica complicada. A Maria Vasconcelos é muito estreita, dois ônibus em sentidos contrários quase não conseguem passar. Quando tem caminhão parado em mercadinho, vira um caos”, disse Ronaldo Suaves, morador da localidade há 15 anos.

Outro ponto destacado é a ausência de sinalização adequada e os riscos de acidentes. “Pintaram algumas faixas, mas faltam sinalizações em áreas perigosas, como no acesso ao Franco Freire. Além disso, há buracos e tampas de esgoto danificadas que obrigam motoristas a desviar, correndo o risco de colisão”, acrescentou Ronaldo.

A cobrança de IPTU também foi alvo de críticas. “O imposto é muito caro, mas o tratamento dado à Aruana é como se fosse periferia. Pagamos como zona nobre, mas não temos retorno em serviços”, completou.

Para a moradora Analice Maria dos Santos Oliveira, que vive na região há 16 anos, a transformação da área sem o devido planejamento é outro problema. “Essa avenida era de moradia, mas hoje virou uma rua de comércios sem nenhuma estrutura para isso. Espero que a prefeitura, junto com o órgão competente, resolvam esse problema que está se agravando a cada dia que passa”, afirmou.

Entre as áreas mais afetadas estão os residenciais Franco Freire, Brisa Mar, Porto Sul, Costa Verde, Horto do Carvalho, Aquárius, entre outros, que sofrem com alagamentos, pavimentações inacabadas e acúmulo de lama em dias de chuva.

Os moradores afirmam que a comunidade tem sido esquecida pelas gestões municipais e cobram ações mais efetivas para melhorar a mobilidade e a infraestrutura do bairro.



Fonte: Fan F1

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