O Brasil não vai endossar o texto em discussão entre os países do G7 sobre a exploração e o desenvolvimento de minerais críticos e terras raras, segundo informações de Américo Martins, da CNN.
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A proposta prevê a criação de mecanismos de cooperação para garantir o acesso a esses insumos estratégicos, considerados essenciais para a transição energética, a indústria de tecnologia e a produção de equipamentos militares.
Por que o Brasil não vai aceitar o texto do G7 sobre minerais críticos?
- Segundo apuração da CNN com representantes do governo, o texto não atende aos interesses prioritários do Brasil;
- A avaliação é de que a proposta pode consolidar uma divisão internacional na qual países, como o Brasil, continuem apenas como exportadores de matérias-primas, sem avanços relevantes na industrialização e na agregação de valor;
- A intenção declarada do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é firmar parcerias com todos os países interessados, sem reserva de mercado;
- Essas parcerias, segundo a linha defendida pelo governo, também devem incluir investimentos no desenvolvimento da cadeia produtiva do setor dentro do próprio Brasil.
Como o Brasil não integra o G7, não participa da redação do documento e também não tem direito de sugerir alterações. Ainda assim, poderia apoiar formalmente o texto, o que não deve ocorrer.

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Outros compromissos de Lula
À margem da cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains (França), Lula terá dois encontros bilaterais nesta terça-feira (16), ambos com foco em comércio. Um deles será com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Há expectativa de que os dois governos anunciem o início de negociações para um acordo de livre comércio entre Japão e Mercosul.
Lula também se reunirá com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. O encontro deve tratar, entre outros temas, das restrições recentes impostas pela União Europeia (UE) à importação de carne bovina, relacionadas a exigências sanitárias.
Ainda nesta terça-feira, o presidente fará seu primeiro discurso diante dos líderes do G7, em uma sessão dedicada ao financiamento para o desenvolvimento de países mais pobres.
Na intervenção, Lula deve criticar a redução recente da ajuda internacional destinada a países do Sul Global e defender maior compromisso das nações ricas com o financiamento ao desenvolvimento. Ele também deve criticar os bilhões de dólares gastos anualmente com armamentos, em contraste com problemas considerados mais urgentes, como o combate à fome, que seguem sem recursos suficientes.
Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
Fonte: Olhar Digital









