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Como médicos podem transformar a saúde para além do consultório


O papel do médico costuma estar diretamente associado ao diagnóstico e ao tratamento de doenças. Mas a atuação desses profissionais também pode ultrapassar os limites do consultório e contribuir para mudanças na forma como pacientes são cuidados e têm acesso às novas tecnologias de saúde.

Essa foi uma das discussões levantadas durante a terceira edição do WEEM Talks (Women Engagement for Equity in Medicine), realizada entre 31 de julho e 1º de agosto de 2026, que reuniu médicas de diferentes regiões do país.

O evento ocorreu entre os dias 31 de julho e 1º de agosto de 2026, e trouxe médicas especialistas de todo o país para conversar sobre os avanços de tratamentos contra o câncer de mama e discutir pautas como carreira, diversidade e desigualdade de gênero.

Durante o primeiro dia de palestras, um dos focos principais foi o papel do médico como possibilitador de transformações. Para a oncologista clínica e co-fundadora do WEEM, Dra. Luciana Landeiro, questões sociais se conectam diretamente com a qualidade do cuidado de pacientes e, quando analisadas dentro da medicina, podem promover um melhor atendimento.

Ela ainda reforça o objetivo do projeto em apresentar a trajetória de médicas que ocupam papéis de liderança e incentivam outras especialistas a impulsionar novas mudanças.

Novos tratamentos também transformam o cuidado

Dentro da oncologia mamária, essas transformações podem ser observadas em tratamentos. À CNN Brasil, a Dra. Luciana explicou que uma das últimas revoluções são os anticorpos-droga conjugado — moléculas que conseguem se conectar em um alvo terapêutico específico e entregar uma quimioterapia de forma mais específica para as células do tumor.

Para Landeiro, a forma como informações são transmitidas às pacientes também faz parte da qualidade da assistência, especialmente diante de uma doença como o câncer de mama.

A médica também pontua a empatia que os profissionais devem exercer durante todo o processo. “Então, acho que em toda jornada, desde antes do diagnóstico até o momento que ela é diagnosticada, ela precisa ser informada de forma adequada, com cuidado, com sensibilidade para não assustar de forma indevida”.

Fatores como a incorporação de terapias avançadas no SUS (Sistema Único de Saúde) também foram abordados. De acordo com a Dra. Luciana, é importante que médicos, enquanto sociedade civil, participem de consultas públicas, aproximando especialistas da área técnica aos da área de acesso.

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Fonte: Em Sergipe

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