A cantora Anitta, 33, desabafou sobre sua própria relação com a religião durante a participação no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, nesta terça-feira (11). Em conversa com Cissa Guimarães, ela admitiu que escondeu ser praticamente do candomblé por medo de perder trabalhos e contratos comerciais.
A artista revelou que precisou “sair do armário” pois tinha muito receio de sofrer preconceito. Ela contou que, mesmo após seu processo de iniciação, esse ainda era um ponto sensível.
“Porque tem isso, né? Você tem que sair do armário. Eu não tinha saído do armário ainda porque, na época, era muito prejudicial para as publicidades, para campanhas, para você fazer dinheiro, para você vender… Aí, imagina, eu comecei sem dinheiro, não tinha casa, não tinha nada. Imagina o medo”, disse ela.
Anitta explicou que vivia um dilema interno na época: “Se souberem, se descobrirem que eu sou macumbeira, acabou”. Ela revelou que passou por um momento doloroso porque, enquanto estava isolada em seu processo de iniciação, o público cobrou posicionamentos políticos da artista em meio às eleições de 2018.
“Teve uma hora que eu não aguentei. Falei: ‘gente, eu sou macumbeira’”, relembrou a cantora. A cantora reforçou ainda que a ausência de referências de pessoas da música falando sobre o tema fez com que a insegurança crescesse.
“Não tinha ninguém da minha geração do pop falando isso, na minha bolha, o que eu acompanhava. E aí, fui, comecei a falar e me senti livre, me senti liberta”
A artista cresceu em um ambiente diverso, frequentando a Igreja Católica e também terreiros de candomblé e umbanda. Mas o tema só veio à tona em 2020, quando assumiu publicamente sua fé.
Desde então, Anitta tem trazido suas vivências ao lado da religião para suas produções artísticas, como é o caso do último álbum lançado: “Equilibrivm II”.
Fonte: CNN





