O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, afirmou ser “lógico” que mandatários das siglas participem da distribuição das emendas parlamentares e indiquem a destinação dos montantes. A declaração foi dada em entrevista à GloboNews nesta terça-feira (14).
Valdemar é investigado pela Polícia Federal, que apontou que o presidente do PL teria direcionado R$ 119 milhões em emendas, mesmo sem possuir um mandato como senador ou deputado federal. A conclusão motivou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, a bloquear o mesmo montante em bens pessoais do investigado.
“Lógico. Coisa mais natural do mundo. É função do presidente. Se o presidente não faz isso, pode ir embora. Nós conhecemos o Brasil inteiro, sabemos quem precisa e quem não precisa”, destacou.
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Segundo o dirigente do PL, apenas o presidente e a direção do partido possuem uma visão “nacional” das necessidades da legenda, enquanto os deputados focam em suas bases locais.
Valdemar reforçou também que parlamentares costumam ceder parte de suas emendas para que a direção do partido atenda outros membros que precisam de maior apoio ou às prefeituras aliadas.
Para exemplificar, Costa Neto citou o deputado federal Tiririca (PSD-SP), que já foi membro do PL e, durante seu mandato, solicitava a ajuda de Valdemar para indicar onde alocar suas emendas.
“Ele não tinha prefeito. Então ele veio perguntar para mim: ‘o que eu faço com isso?’ É aí que nós vamos dividir o dinheiro”, explicou.
Apesar da afirmação, Valdemar negou qualquer irregularidade em sua atuação e explicou que sua atuação, junto aos funcionários da liderança, tinha como objetivo garantir a viabilidade técnica da execução orçamentária.
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Fonte: Em Sergipe










