Home / Últimas Notícias / PF aponta que Stefanutto recebia “mesada” de propina para viabilizar fraudes

PF aponta que Stefanutto recebia “mesada” de propina para viabilizar fraudes


A Polícia Federal (PF) afirmou que o ex-presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) Alessandro Stefanutto (foto) recebia propinas “recorrentes”, pagas por meio de cheques, Pix e até dinheiro vivo, para viabilizar as fraudes a aposentados e pensionistas.

Segundo os investigadores, Stefanutto recebia uma espécie de mesada que teria aumentado significativamente após ele assumir a presidência do INSS, chegando a R$ 250 mil.

A PF identificou os repasses em conversas de integrantes da Conafer, entidade apontada como responsável pela operação de descontos ilegais. Em uma planilha apreendida, Stefanutto era identificado pelo codinome “Italiano”.

De acordo com a corporação, o ex-presidente do INSS tinha o “domínio do fato” e ordenava os pagamentos indevidos.

A PF afirma que as conversas revelam uma série de encontros pessoais entre integrantes da Conafer e Stefanutto em São Paulo, em 2022.

O inquérito indica que as reuniões contavam com a presença de José Carlos Oliveira, então ministro do Trabalho, identificado nos diálogos pelo codinome “Abou Yasser”.

Indiciamentos

Stefanutto e outros investigados por suspeita de corrupção foram indiciados pela PF.

Deflagrada em abril do ano passado, a investigação apura um esquema de desvios estimado em cerca de R$ 6 bilhões.

De acordo com a PF, Stefanutto omitiu-se na fiscalização das entidades associativas em troca de pagamentos de propina.

Operação Sem Desconto

Stefanutto foi preso em novembro de 2025 e já havia sido afastado da presidência do INSS meses antes, após o avanço das investigações. 

A suspeita é de que ele tenha atuado para interferir na apuração, inclusive questionando medidas contra associações investigadas.

A suspensão dos salários vale desde a data da prisão, mas só foi aplicada na folha de fevereiro. Por isso, a AGU informou que adotará medidas para reaver valores pagos entre novembro e janeiro.

A operação da Polícia Federal apura um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. 

As cobranças eram feitas diretamente nos benefícios pagos a segurados do INSS.

As investigações indicam que o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. 

Leia mais: PF indicia ex-presidente do INSS e ex-dirigentes por corrupção em desvios de aposentadorias





Fonte: O Antagonista

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *